Segundo Paulinho, isso geraria gastos extras de cerca de R$ 8 bilhões para o governo e beneficiaria 9,1 milhões de pessoas
Representantes das centrais sindicais se reuniram ontem com o presidente e o relator da Comissão Mista do Orçamento, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), respectivamente, para pedir a inclusão do aumento real para os aposentados no orçamento do ano que vem.
Os deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) são autores das emendas que propõem o reajuste de 11,7% para os aposentados que ganham acima do mínimo. Segundo Paulinho, isso geraria gastos extras de cerca de R$ 8 bilhões para o governo e beneficiaria 9,1 milhões de pessoas.
Após o encontro, o deputado se disse otimista e comemorou a possibilidade de Chinaglia deixar, em seu relatório, as portas abertas para o aumento. “Sabemos que será uma batalha de negociação e de pressão, mas achamos que já foi um avança ele [Chinaglia] incluir no seu texto um dispositivo que permite a possibilidade do aumento. Assim, temos margem de negociação. Lógico que pedimos os 11,7%, mas podemos ceder um pouco para lá ou um pouco para cá, desde que os aposentados tenham o aumento real”, disse.
Os 11,7% equivalem ao índice da inflação mais 80% do PIB.
Após o encontro, o presidente da comissão disse que a situação econômica internacional dificulta aumentos, mas lembrou que a nova reestimativa de receitas pode abrir alguma possibilidade para isso. “Teremos cerca de R$ 13 bilhões para serem distribuídos com diversos setores e também em investimentos”, disse. O relatório preliminar de Chinaglia pode ser votado hoje na Comissão Mista do Orçamento.
As informações são do ibahia.com

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