contra o Estado",
diz mãe de Kelly Cyclone sobre vídeo
Em um minuto e 56 segundos, o vídeo
intitulado Kelly Cyclone no IML, postado no
site Youtube, expõe com detalhes o corpo
de Kelly Sales Silva, minutos antes de ser
necropsiado no Instituto Médico-Legal
Nina Rodrigues.
As imagens focalizam o rosto, ferimentos e as
tatuagens da jovem, assassinada a tiros e
facada em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana,
após sair da festa de pagode Salvador Fest.
Diante da publicação, a Secretaria da SegurançaPública determinou que o Departamento de
Polícia Técnica instaure uma sindicância para
apurar a autoria do vídeo divulgado na
internet com imagens do corpo.
Segundo a SSP, o corregedor do DPT, o perito
criminal Jorge Braga Barreto, já designou uma
comissão para apuração do fato.
Como o autor do vídeo fala na gravação, a perícia
tentará identificar o dono da voz.
A sindicância tem 30 dias para apresentar relatório.
“As imagens apresentadas estão sendo analisadas
pela Corregedoria da instituição para
que sejam tomadas, com extremo rigor, as medidas
correcionais que a situação exige”, reforçou o
DPT.
O diretor do DPT, o perito criminal Raul Barreto
Filho, será substituído hoje pelo também
perito Élson Jeffeson Neves da Silva, mas
o órgão negou ontem, através de nota,
que a mudança tenha relação com a
divulgação das imagens.
Já a família de Kelly considerou a atitude “
uma falta de respeito” e pretende processar
o Estado. “Quando a gente acha que está
ficando melhor, vem uma bomba dessas.
Essa não é a imagem que a gente
gostaria de guardar de minha filha. Ela não
teve paz em vida e não estão deixando ter
nem depois de morta”, lamentou a
mãe de Kelly, a comerciante Maria
Aparecida da Silva.
“Já falei com meu advogado e a gente vai
entrar com uma ação contra o Estado. Lá, só
quem tem acesso é funcionário do IML,
como é que permitiram fazer um negócio desses?
Quem fez isso foi uma pessoa sem caráter”,
complementou a mãe.
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