Câmara Municipal de SP será reformada
Recentemente, a Mesa Diretora da
Câmara Municipal de São Paulo autorizou
a abertura de licitação para contratar
uma empresa para reformar e ampliar o
pavimento térreo do Palácio Anchieta. Segundo
a Câmara, as intervenções têm o objetivo
de promover o melhor aproveitamento do espaço.
O arquiteto José Carlos Gomes Alves, da
Secretaria de Infraestrutura da Câmara, explica
que o prédio, construído na década de
1960, tinha cerca de 20 vereadores na época da
construção e, atualmente, conta com 65.
Além disso, "o legislativo recebe
muito mais atividades do que antes, por isso, a
necessidade de aumentar proporcionalmente
o local para a participação do cidadão”, completa.
O custo estimado das obras, segundo o
arquiteto, é de R$ 9 milhões, que serão financiados
pelo orçamento da Câmara.
De acordo com a
assessoria de imprensa da Casa, as
principais mudanças programadas são o
fechamento do Auditório Freitas Nobre, que
atualmente é aberto, e a transferência da
biblioteca — hoje instalada no
segundo andar — para o térreo.
Com as mudanças, a biblioteca vai receber
todo o acervo da Câmara. “Será maior e
mais completa”, diz.
“O auditório será fechado
com painéis móveis e terá as instalações
melhoradas, para receber eventos,
como reuniões e outros projetos artísticos”,
completa o Alves. Dentre os eventos, a
Câmara planeja exibir filmes e espetáculos.
A obra no Palácio Anchieta será sustentável.
O “setor [de Infraestrutura] está
estudando um projeto de retrofit (modernização)
radical, pensando em uma eventual
certificação do prédio”, comenta o
arquiteto. “A rigor, o que a gente está
pensando é submeter o projeto à
certificação Leed”.
A ideia de sustentabilidade deve atingir
“tanto desempenho do edifício, com tecnologia
verde, como também conforto
dos ambientes”, explica Alves.
A certificação Leed (Leadership in Energy
and Environmental Design® -
Liderança em Energia e Design Ambiental)
é uma classificação internacional de
sustentabilidade que se baseia em cinco critérios:
materiais e recursos, energia e atmosfera,
espaço sustentável, qualidade
ambiental interna e uso racional da água.
Para o vereador Gilberto Natalini (sem partido),
presidente da comissão, a Câmara estará
"fazendo história" ao colocar o
projeto em prática.
A reforma da Câmara ainda não tem prazo
exato para início, “porque depende da publicação
da licitação e da licitação dar certo, mas
acreditamos que em torno de 60 dias ou um
pouco mais”, afirma. Depois disto,
as obras devem ser finalizadas em
um prazo de oito a 12 meses.
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