Goleiro relembra lance com lateral do Coritiba, que, operado, pára por seis meses: “Não houve maldade”
Fernando buscou força extra na esposa Nathália. O empate por 1x1 entre Bahia e Coritiba, em Pituaçu, não era o maior problema na noite de terça-feira. O goleiro, embora sem culpa pela lesão, dormiu preocupado com o lateral-esquerdo Triguinho, que, operado nesta quarta-feira ainda em Salvador, pára por até seis meses.
“Tranquilo a gente não fica, porque infelizmente ele sofreu uma lesão séria. Falei com minha esposa e com a assessoria do Bahia que gostaria de falar com ele”, comentou o goleiro, em entrevista ao programa CBN em Campo, na rádio CBN Salvador 100,7 FM. Triguinho ainda não pôde recebê-lo por estar sob efeito de sedativos. “Queria conversar e mostrar minha solidariedade. Quando ele ver o lance, vai perceber que foi do jogo. Não houve maldade”.
A jogada aconteceu por volta dos 30 minutos do 1º tempo. “Na hora, sai pra abafar. Luizão (zagueiro do Bahia) deu um toque na bola pra escanteio, Triguinho veio pra fazer o gol e eu sai pra abafar”, narra Fernando. “Tô com a perna inchada e dolorida. Sem a pausa pra cuidar dele, eu também teria saído porque meu atendimento demorou”.
Titular no Bahia desde o caso de dopping envolvendo Renê, o goleiro quer aproveitar o final da Série B para se firmar como referência. “Eu venho atravessando um bom momento. Antes, sempre entrei numa fria, com o time mal. Aí, tomava mais gols. Desta vez, estamos bem e o carinho da torcida está sendo maior”, comentou Fernando, contratado no início de 2008. “Eu tive propostas de outros clubes da Série A quando vim. Escolhi o Bahia e estou feliz”
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